terça-feira, 18 de julho de 2017

Relatório de Estágio - NFVII

O estágio neste semestre foi realizado no Centro Educacional Menino Jesus, Escola que tem como mantenedora a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE Ubá, fundada em 02 de março de 1972, responsável pelos atendimentos a pessoas com deficiência até 14 anos , na cidade, e a partir de 14 anos no Centro Profissionalizante “Boa Esperança" (APAE Rural).


A equipe pedagógica é constituída de especialistas em educação com habilitação em pedagogia, professores com formação mínima em magistério (em nível médio), pedagogia ou normal superior para regência de turma e licenciatura plena específica no caso de aulas especializadas e especialização ou qualificação para atuar na educação especial.



O Projeto Político Pedagógico tem como objetivo assegurar às pessoas com deficiência o desenvolvimento de suas potencialidades para que alcancem autonomia, independência e boa qualidade de vida, apoiando as até que alcancem a autogestão e autodefesa em sua vida pessoal e social. Os princípios norteadores têm em Paulo Freire uma orientação de que “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Assim, uma esquipe multidisciplinar atua em integralidade das ações para o melhor desempenho do aluno.



A Educação Infantil é composta de 10 alunos com necessidades educacionais especiais. Entre os alunos há aqueles Portadores de Condutas Típicas, Síndrome de Down e demais Síndromes, autista, pessoas com deficiências intelectual, física, sensorial, múltiplas e transtornos globais do desenvolvimento. O Plano de Desenvolvimento Individualizado (PDI) tem norteado as ações educacionais com os alunos e promovido o processo de ação-reflexão dos educadores, assegurando ao aluno a progressão continuada da aprendizagem. A Escola procura estar sempre em busca da criação de condições estruturais e funcionais que garantam o pleno desenvolvimento destes, a partir das necessidades das pessoas com deficiência.



No estágio, tivemos a  oportunidade de acompanhar as atividades de sala, na refeição e no horário do recreio. Como era período de páscoa, as atividades giravam em torno desta comemoração (como desenhos de ovo de páscoa, brincar de pular igual a coelho). Na atividade de regência fizemos o acolhimento aos alunos. Cantamos música de boas vindas. As crianças manusearam livros e revistas olhando especialmente as figuras e recortando-as para usar na atividade de colagem. Após a refeição, foi trabalhado com as crianças sobre a higienização (escovar dentes, lavar as mãos). E em comemoração ao período de Páscoa, foram confeccionado cartões com as figuras recortadas. Após as crianças foram orientadas a organizar a sala, e a colocar os objetos nos lugares. Ao final, despedimos dos alunos, em grupo e individualmente a medida que os pais chegavam.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Palavra Cruzada
Trabalhando o tema da alimentação nas escolas.

No Manual de orientação para alimentação escolar vemos que:
É possível despertar o interesse na criança por novos alimentos por meio de diferentes estratégias e recursos, como o desenvolvimento de móbiles, desenhos, brincadeiras, teatrinhos e leitura de historinhas sobre o tema alimentação saudável, bem como permitir que a criança tenha contato com os alimentos tocando-os, cheirando-os e degustando-os.

Além disso, a escola:

...exerce notável influência na formação de crianças e adolescentes constituindo-se num centro de convivência e ensino-aprendizagem, aonde deve haver um envolvimento de toda a comunidade escolar, alunos, professores, funcionários, pais e nutricionista, que participem de forma integrada em estratégias e programas de promoção da alimentação saudável, garantindo assim a qualidade das refeições servidas.

Para uma boa educação alimentar, deve-se:

Ressaltar a necessidade de reduzir o consumo de alimentos com alta concentração de sal, açúcar e gordura para diminuir o risco de ocorrência de obesidade, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias e doenças cardiovasculares; informar a respeito da importância da consulta e interpretação da informação nutricional e da lista de ingredientes nos rótulos dos alimentos para seleção de alimentos mais saudáveis; orientar sobre a necessidade de se dar preferência ao consumo de alimentos assados, cozidos ou grelhados, ao invés de fritos; incentivar o consumo de frutas e verduras são informações que devem ser repassadas.


Aliando-se uma boa alimentação com a prática de exercício, teremos alunos mais saudáveis e desenvolvidos. Por meio da palavra cruzada a seguir, construída a partir de orientações do manual, podemos ver o que pode e o que não se pode comer ou deve ser evitado.

Referências:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998. Volumes 9-2.

GUERRA, Francisco de Assis Guedes (org.) et al. Manual de orientação para a alimentação escolar na educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e na educação de jovens e adultos. 2. ed. - Brasília: PNA-CECANE-SC, 2012.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A mesma praça!



A mesma Praça!


A mesma Praça?

O mesmo banco?

As mesmas flores?

O mesmo Jardim?


Jardim, por sinal, esse é o nome pelo qual é conhecida a “Praça de São Januário”. Inspirada nos jardins franceses  em que os arbustos são cortados em diversos formatos. A praça se tornou ao decorrer dos anos em lugar para flertes, paqueras, namoros, ou como se diz  hoje, lugar para ficar. Muitos casais ali se conheceram. Um lugar para encontros. Um lugar onde a vida social acontece.

É uma praça que cercada pelos três poderes: executivo, judiciário e espiritual representados pelos prédios históricos da Prefeitura Municipal de Ubá, pelo Fórum da Justiça do Estado de Minas Gerais, pela Matriz de São Januário. A justiça dali saiu? Não, somente o poder judiciário estabeleceu-se em outro lugar. E ali agora se encontra a Biblioteca Municipal e o Espaço Cultural. Ao redor da praça o comércio se descobre e redescobre. Antigamente, com o famoso Bar Municipal, e hoje com lanchonetes, e sorveteria, farmácia e choperia, restaurantes, um lugar para a gastronomia além de cartório, imobiliárias e a empresa de energia.

Mas a praça não é mais a mesma. Os bancos já não são mais os mesmos. O altos arbustos deram lugar a um espaço menos carregado para não atrapalhar a visão. A visão de que, já que a beleza agradava os olhos. Para não tapar a visão dos marginais que por ali circundavam e que se aproveitavam para suas ações delinquentes. Que pena, a praça também se tornou um lugar para desencontros, perdas, vítimas, morte.


Mas ali ainda permanecem as árvores frondosas, embora não se veja mais os macaquinhos que nela pulavam. Mas agora na praça pulam as crianças que fazem fila para entrar no Pula Pula. O trenzinho da alegria há quatro décadas emociona as crianças, pais e mães, avós, tios e tias que nele passeiam aos fins de semana. Dias esses também em que se realizam eventos culturais, esportivos e religiosos. E isso nos lembra do Cristo ali no centro, representando uma religiosidade cristocêntrica que marca a história da cidade, o Cristo livre, como também livre ficavam as pessoas que por ali passavam. O Cristo hoje está preso, com grades ao redor e que muito bem representa as prisões que acabamos criando para nós mesmos, para que fiquemos livres da violência.



As árvores trazem o ar puro que contrasta com a poluição trazida pelos carros e motos que também causam poluição sonora e engarrafamentos no seu entorno.  Mas, como espaço público, é espaço de todos. Cada um respeitando um ao outro, o mei o ambiente e os patrimônios históricos e culturais, todos são bem vindos e podem aproveitar das maravilhas da Praça que é Nossa.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Brincadeira de Criança Como é Bom e/mas com Marcas Profundas...

Em minha parca memória da infância lembro me do quão bom era chegar da escola para ir para rua brincar de pique pega, pique esconde, bandeirinha, queimada e às vezes, futebol. Este último às vezes, por que com certeza todos me prefeririam fora de seus times. Mas nos demais aproveitava. Ficava na rua até quase a noitinha quando a mãe chegava e as vasilhas da pia tinham que estar todas lavadas. Era uma correria.

No ambiente escolar, lembro-me dos recreios onde não era muito de correr, mas ficava curtindo o ócio, aproveitando para minimamente conversar e maximamente observar os demais que adoravam correr para lá e para cá. De maneira mais direcionada, a educação física era um misto de prazer e temor. Prazer, principalmente nos dias de handebol e temor, nos dias de futebol em que era sorteado para fazer do time dos sem camisas. Isso me matava. Não via nem de onde e para a bola vinha e ia. Mas fazer o que, tinha que estar ali sem reclamar, pois seria mais alvo de observações.

Naquela época a sensação que tinha é que os professores não conseguia enxergar as dificuldades individuais, mas inseria todos dentro de um mesmo processo destinando as mesmas atividades para todos. Ninguém nunca me perguntou qual sua atividade física preferida.

As demais disciplinas para mim não eram tão preocupantes quanto aos momentos que tinha que me socializar ou externar minhas emoções. E o esporte e as atividades físicas fazem isso, trazem os nervos à flor da pele na qual podem ser marcadas cicatrizes de uma infância proveitoso, prazerosa, mas às vezes, traumáticas.

Mas o tempo passou e com certeza as ranhuras na alma ficaram, o que me leva a questionar como nosso filhos e as crianças de hoje estão aproveitando os seus momentos de brincar e como estes momentos farão parte de suas personalidades e marcarão as suas vidas para sempre.

Me pergunto quais intervenções o corpo escolar (docentes e demais funcionários) deve conduzir até mesmo os espaços onde se expressam a corporeidade. Quais intervenções devem ser adotadas, pois esses momentos marcam a vida do aluno para sempre.

Moisés

Atividade 1

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Medidas de comprimento, área, volume, capacidade e massa


 
O aluno já sabe comparar diferentes tamanhos de sapatos e começa a ter noções que a utilização de padrões diferentes não daria exatidão a medida que se propõe fazer. Um padrão então precisar ser estabelecido “Qual ‘sapato’ vamos usar’”.

  
Visualmente a criança percebe que a quantidade de água não é a mesma em cada um dos copos. A princípio pela medida do copo, considerando que os copos são iguais. Esta noção com tempo permite que o aluno entenda também que mesmo que ‘a medida’ seja diferente, o volume pode ser o mesmo, quando o tamanho dos copos, por exemplo são diferentes.


A criança precisa entender que o mapa representa uma unidade maior, aprendendo a trabalhar conceito de escalas. Mas, além de ter noção de espaço e de medida, a posição que cada um ocupa neste espaço, ou o ponto de vista, influenciam na solução a ser apresentada.

Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: matemática / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.

DAVID, Maria Manuela Martins Soares. FONSECA, Maria da Conceição Ferreira Reis. Sobre o conceito de número racional e a representação fracionária. Disponível em: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo4/matematica/livros/leituras/numero_racional/06_numero_racional.htm.

SANTOS, Carlos Pereira. O Conceito de Unidade na Educação Pré-Escolar. Instituto Superior de Educação e Ciências. In Jornal das Primeiras Matemáticas. Número 1. AEME Ludus. Dezembro de 2013.

domingo, 28 de agosto de 2016

Brincando com as Sílabas

brincando com as sílabas
Atividade avaliativa i


...A capacidade de refletir sobre os sons da fala e identificar seus correspondentes gráficos é extremamente necessária no período inicial no desenvolvimento da leitura e da escrita, quando a criança deve reconhecer o princípio alfabético. Dessa forma, jogos e brincadeiras que envolvam a identificação e a manipulação dos sons das palavras possibilitam que a criança desenvolva suas habilidades metafonológicas, contribuindo para a aquisição da escrita.
(LAMPRECHT, 2004 apud OLIVEIRA, 2015).

Este jogo tem por finalidade reforçar a capacidade das crianças de analisar palavras em sílabas, contribuindo para o processo de alfabetização, da leitura, da ortografia, em especial a consciência fonológica. Este jogo destina-se a crianças da educação infantil, de 6 a 8 anos de idade, levando-as a aprender os “pedaços das palavras” (profa. Eliana Machado).
Trata-se de um jogo participativo, não competitivo, no qual todas as crianças sempre sairão ganhando e com muita alegria.

Materiais utilizados:
Uma caixa;
Figuras de objetos que comecem com a mesma sílaba (trabalhar a aliteração);
Figuras de objetos que terminem com a mesma sílaba (trabalhar rima);
Cola, papel de presente e durex para confeccionar a caixa.

Aprendendo a Jogar:
Após dar uma linda aparência à caixa, colocar dentro dela diversas gravuras;
Utilizar figuras de objetos cujos nomes têm diferentes números de sílabas e que comecem ou terminem com a mesma sílaba (ou poderão ser colocados os próprios objetos);
Convidar um aluno para fechar os olhos e escolher um objeto;
Pedir o aluno para abrir os olhos e dizer que objeto tem nas mãos;
Os demais alunos deverão repetir nome do objeto, após com orientação do professor, dizer a palavra dividindo em sílabas, mostrando nos dedos cada sílaba;
Pedir aos alunos que digam quantas sílabas cada palavra tem.


Referências bibliográficas


MACHADO, Eliana. Entrevista dada ao programa “10ordens - um programa para quem tem algo na cabeça”. Disponível em http://ead.uemg.br/mod/resource/view.php?id=18165 Acesso em 23/08/2016.´

OLIVEIRA, Maria Eduarda Mesch. Consciência fonológica na educação infantil: uma prática voltada a acadêmicos de pedagogia. Disponível em https://www.univates.br/bdu/bitstream /10737/850/1/2015MariaEduardaMoeschdeOliveira.pdf. Acesso em 23/08/2016.


Anexos








sexta-feira, 29 de abril de 2016

Pedagogia Empresarial: reflexões sobre as possíveis contribuições do pedagogo em programas de habilitação e reabilitação profissional.

Conforme vemos na disciplina, o o trabalho do pedagogo é o de gestor de processos educativos, devendo gerir: pessoas, processos, recursos materiais, recursos financeiros, recursos físicos, conhecimentos. Creio que esta função deverá ser desempenhada nos processos educativos em ambientes empresariais.

No Brasil, a pedagogia empresarial nasce ligada ao trabalho de preparação de pessoal responsável pelos recursos humanos das empresas, onde passa a atuar especialmente na área de treinamento e desenvolvimento de pessoas. Segundo Almeida (2006, apud DISESSA):
A atuação do profissional de pedagogia nas organizações será importante e positiva na medida em que elas não estejam visualizando apenas a manutenção de políticas de RH clientelistas, mas sim estejam preocupadas com o desenvolvimento humano de forma efetiva, voltadas para a potencialização da inteligência de cada um individualmente e da organização como um todo."

Disessa (2013) propõe discutir sobre a "identidade e novo significado da Pedagogia no contexto do novo milênio, que além de uma ciência da educação, cabe à pedagogia o estudo e investigação do trabalho pedagógico desenvolvido em espaços não escolares". 

Para Disessa (2013)
A atuação do profissional da pedagogia empresarial deve ocorrer de forma relacionada e cooperativa com os outros profissionais da gestão de pessoas. A partir daí, é possível elaborar e desenvolver projetos e ações que contribuem para uma melhor atuação dos colaboradores, bem como a melhora do desempenho da empresa.

Para isso "O Pedagogo Empresarial precisa também de uma formação humanística e técnica, a fim de desenvolver a capacidade de atuação junto aos recursos humanos da organização. Sua formação inclui disciplinas como: didática aplicada ao treinamento, jogos e simulações empresariais, administração do conhecimento, ética nas organizações, comportamento humano nas organizações, cultura e mudança nas organizações, educação e dinâmica de grupos, relações interpessoais nas organizações, desenvolvimento organizacional e avaliação do desempenho". (RIBEIRO, 2003).

Ribeiro (2003, p. 9) descreve:
Considerando-se a Empresa como essencialmente um espaço educativo, estruturado como uma associação de pessoas em torno de uma atividade com objetivos específicos e, portanto, como um espaço também aprendente, cabe à Pedagogia a busca de estratégias e metodologias que garantam uma melhor aprendizagem/apropriação de informações e conhecimentos.


"A educação é um direito de todos os indivíduos, entretanto e importante ressaltar o novo papel da Pedagogia, voltada para 'educar as diferenças'. Segundo Mantoan (2003, p.5) 'educar é empenhar-se por fazer o outro crescer, desenvolver-se, evoluir'".

"Em 1977, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) em conjunto com o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), estabelecem diretrizes básicas para a ação integrada no atendimento a excepcionais, pelos órgãos subordinados, como o Cenesp (Centro Nacional de Educação Especial), a LBA (Fundação Legião Brasileira de Assistência) e INSS, Serviços de Saúde da Previdência Social e dos Serviços de Reabilitação Profissional, com o objetivo de aumentar o atendimento especializado nos aspectos médicos, psicossociais e educacionais".



BIBLIOGRAFIA:

DISESSA, Cleberson. Assédio moral no ambiente organizacional. Educação em Foco, 1-14, 2013. 




Referências a serem pesquisadas para aprofundamento dos estudos:

ALMEIDA, M. G. de. Pedagogia empresarial: saberes, práticas e referências. Rio de Janeiro: Brasport, 2006.

BOSA, N. L.; RIBAS, K. M. F. O Pedagogo e sua Inserção no Âmbito Empresarial. Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 3, nº1, março de 2008.

RIBEIRO, A. E. A. Pedagogia empresarial: atuação do pedagogo na empresa. Rio de Janeiro: Wak, 2003.