quarta-feira, 3 de maio de 2017

A mesma praça!



A mesma Praça!


A mesma Praça?

O mesmo banco?

As mesmas flores?

O mesmo Jardim?


Jardim, por sinal, esse é o nome pelo qual é conhecida a “Praça de São Januário”. Inspirada nos jardins franceses  em que os arbustos são cortados em diversos formatos. A praça se tornou ao decorrer dos anos em lugar para flertes, paqueras, namoros, ou como se diz  hoje, lugar para ficar. Muitos casais ali se conheceram. Um lugar para encontros. Um lugar onde a vida social acontece.

É uma praça que cercada pelos três poderes: executivo, judiciário e espiritual representados pelos prédios históricos da Prefeitura Municipal de Ubá, pelo Fórum da Justiça do Estado de Minas Gerais, pela Matriz de São Januário. A justiça dali saiu? Não, somente o poder judiciário estabeleceu-se em outro lugar. E ali agora se encontra a Biblioteca Municipal e o Espaço Cultural. Ao redor da praça o comércio se descobre e redescobre. Antigamente, com o famoso Bar Municipal, e hoje com lanchonetes, e sorveteria, farmácia e choperia, restaurantes, um lugar para a gastronomia além de cartório, imobiliárias e a empresa de energia.

Mas a praça não é mais a mesma. Os bancos já não são mais os mesmos. O altos arbustos deram lugar a um espaço menos carregado para não atrapalhar a visão. A visão de que, já que a beleza agradava os olhos. Para não tapar a visão dos marginais que por ali circundavam e que se aproveitavam para suas ações delinquentes. Que pena, a praça também se tornou um lugar para desencontros, perdas, vítimas, morte.


Mas ali ainda permanecem as árvores frondosas, embora não se veja mais os macaquinhos que nela pulavam. Mas agora na praça pulam as crianças que fazem fila para entrar no Pula Pula. O trenzinho da alegria há quatro décadas emociona as crianças, pais e mães, avós, tios e tias que nele passeiam aos fins de semana. Dias esses também em que se realizam eventos culturais, esportivos e religiosos. E isso nos lembra do Cristo ali no centro, representando uma religiosidade cristocêntrica que marca a história da cidade, o Cristo livre, como também livre ficavam as pessoas que por ali passavam. O Cristo hoje está preso, com grades ao redor e que muito bem representa as prisões que acabamos criando para nós mesmos, para que fiquemos livres da violência.



As árvores trazem o ar puro que contrasta com a poluição trazida pelos carros e motos que também causam poluição sonora e engarrafamentos no seu entorno.  Mas, como espaço público, é espaço de todos. Cada um respeitando um ao outro, o mei o ambiente e os patrimônios históricos e culturais, todos são bem vindos e podem aproveitar das maravilhas da Praça que é Nossa.

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