sexta-feira, 6 de junho de 2014

Olá colegas, Visitem a história que publiquei. Uma linda história de Como Lina aprendeu a ler e escrever. http://issuu.com/moisesdasilva9/docs/comolinaaprendeualereescrever Moisés da Silva

domingo, 4 de maio de 2014

O ser Humano: Um ser inacabado. Como Paulo Freire trata categorias como consciência, sociedade, mudança e compromisso.

Podemos definir categoria, de modo geral, como qualquer noção que sirva como regra para a investigação. Assim sendo, identificamos no texto como Paulo Freire trata categorias como consciência, sociedade, mudança e compromisso. Freire afirma que é impossível se fazer uma “reflexão sobre o que é educação sem refletir sobre o próprio homem”. Assim, ele procura mostrar a necessidade de se encontrar na natureza humana o núcleo fundamental do processo educacional. As quatro categorias citadas ajudam na busca deste núcleo e aponta alguns caminhos a serem seguidos quando tratamos de educação.
A começar pela categoria consciência, a partir dela, o ser humano percebe-se inacabado e procura por meio da consciência refletir sobre a sua própria realidade. Ao compreender sobre sua realidade ele procura soluções por meio das hipóteses sobre o desafio dessa mesma realidade. A criação e a transformação do mundo em que vive passam ser reflexo desta consciência reflexiva e crítica. Nas palavras de Freire:
Na medida em que os homens, dentro de sua sociedade, vão respondendo aos desafios do mundo, vão temporalizando os espaços geográficos e vão fazendo história pela sua própria atividade criadora.
O contrário seria a sociedade alienada, que não tem consciência do seu próprio existir. E neste sentido Paulo Freire afirma que “o ser alienado não olha para a realidade com critério pessoal mas com olhos alheios. Por isso vive uma realidade imaginária e não a sua própria realidade objetiva”. O mesmo ocorre coma consciência bancária, quando o educando participa passivamente do processo educacional, perdendo o seu poder de criar e de transformar o mundo. Freire assim critica quando nossas escolas “se enfatiza muito a consciência ingênua” simplista e massificadora de comportamentos.
A mudança desta sociedade somente ocorrerá por meio do processo de conscientização. E esse é o processo educacional ansiado pela pedagogia de Paulo Freire: “a mudança de uma sociedade de oprimidos para uma sociedade de iguais”. Neste sentido, Moacir Gadoti refere a Freire no Prefácio do livro intitulado “Educação e Ordem Classista”:
Paulo Freire combate a concepção ingênua da pedagogia que se crê motor ou alavanca da transformação social e política. Combate igualmente a concepção oposta, o pessimismo sociológico que consiste em dizer que a educação reproduz mecanicamente a sociedade. Nesse terreno em que ele analisa as possibilidades e as limitações da educação, nasce um pensamento pedagógico que leva o educador e todo profissional a se engajar social e politicamente, a perceber as possibilidades da ação social e cultural na luta pela transformação das estruturas opressivas da sociedade classista. Acrescente-se porém que embora ele não separe o ato pedagógico do ato político, nem tampouco ele os confunde. Evitando querelas políticas ele tenta aprofundar e compreender o pedagógico da ação política e o político da ação pedagógica, reconhecendo que a educação é essencialmente um ato de conhecimento e conscientização e que, por si só, não leva uma sociedade a se libertar da opressão.
Aí chegamos a um ponto importante, a questão do compromisso não só do profissional, mas do compromisso do ser humano. Um compromisso que leve a ação e reflexão sobre a realidade, que leva o ser humano a sair da letargia em que vive para uma ação dinâmica e duradoura. Como afirma:
Impedidos de atuar, de refletir, os homens encontram-se profundamente feridos em si mesmos, como seres de compromisso. Compromisso com o mundo, que deve ser humanizado para a humanização dos homens, responsabilidade com estes, com a história. Este compromisso com a humanização do homem, que implica uma responsabilidade histórica, não pode realizar-se através do palavrório, nem de nenhuma outra forma de fuga do mundo, da realidade concreta, onde se encontram os homens concretos. O compromisso, próprio da existência humana, só existe no engajamento com a realidade, de cuja “águas” os homens verdadeiramente comprometidos ficam “molhados”, ensopados. Somente assim o compromisso é verdadeiro. Ao experienciá-lo, num ato que necessariamente é corajoso, decidido e consciente, os homens já não se dizem neutros. A neutralidade frente ao mundo, frente ao histórico, frente aos valores, reflete apenas o medo que se tem de revelar o compromisso. Este medo quase sempre resulta de um “compromisso’ contra os homens, contra sua humanização, por parte dos que se dizem neutros. Estão “comprometidos” consigo mesmos, com seus interesses ou com os interesses dos grupos aos quais pertencem. E como este não é um compromisso verdadeiro, assumem a neutralidade impossível.
A consciência ingênua não gera compromisso com a realidade. A inexistência do compromisso compromete a mudança e a transformação da sociedade. Por isso Paulo Freire conclui seus pensamentos mostrando que a problematização de uma realidade é que gera mudança de percepção, por meio do enfrentamento do homem com sua realidade. Assim, a partir do momento que o ser humano toma consciência com a sua realidade, e percebe que deve atuar, pensar, crescer transformar a sociedade a partir do momento que assumir um compromisso com a própria humanidade.
Bibliografia

FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Até que ponto somos livres?

A minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro. Este é um ditado muito conhecido. Embora tão singelo, ele expressa uma grande verdade. Não podemos invadir o espaço do outro sem que este permita, convide, ou mostre que precisa de nossa intervenção. Há alguns dias, durante o feriado da Semana Santa, um casal de turistas passeava pelas praias de Guarujá. Ao se verem de frente a uma rocha bem em frente à Prainha Branca, resolveram deixar a sua marca na pedra, pichando nela as iniciais da região de São Paulo onde moram: “ABC”. Populares indignados com a ação criminosa contra o patrimônio público picharam com spray tinta cor preta o casal e postou nas redes sociais o referido ato de vandalismo. Sem querer aqui questionar quem está certo ou errado na história, vemos que esbarramos numa questão da liberdade. O casal sentiu se livre para pichar uma paisagem pública.  Essa ação, no pensamento da comunidade local, lhes deu a liberdade para intervir de uma maneira que não só eles, mas todos que venham a ver as postadas na rede social, pensem um pouco mais antes de agir daquela maneira.
Chauí, a partir dos poemas “A liberdade como problema” e “Poema de Sete Faces”, de autoria de José Paulo Paes e Carlos Drummond de Andrade, propõe as seguintes questões filosóficas sobre a liberdade: O que está e o que não está em nosso poder? Até onde se estende o poder de nossa vontade, de nosso desejo, de nossa consciência? Podemos mais do que o mundo ou este pode mais do que nossa liberdade? Seria que o casal paulista estava vivenciando este dilema de impor ao mundo esta liberdade? Assim, para Chauí, a liberdade é vista como problema de dois pares opostos: O par necessidade-liberdade, o par contingência-liberdade. Partindo do pressuposto de que necessidade refere-se a totalidade “da realidade existente em si e por si, que age sem nós e nos insere em sua rede de causas e efeitos, condições e consequências” e que contingência refere-se que a “realidade é imprevisível e mutável” ou seja, que estamos em “um mundo onde tudo acontece por acidente” Assim a necessidade como a contingência oporia se à liberdade, pois nossas livres ações seriam nulas frente as intempéries, num olhar pessimista, ou vicissitudes, num olhar menos pessimista, ou acontecimentos imprevistos ou acidentais, que pode ser resultantes de algo que venha a ser bom para todos.
Aristóteles nos levaria a entender um pouco mais tanto a ação do casal como dos populares, quando diz que “liberdade é o princípio para escolher entre alternativas possíveis”, ou que ser livre é poder decidir entre o “agir ou não agir” (Chauí, pág. 464). O ser livre faz com que tenhamos o livre arbítrio para decidir sem seguir sequer os conselhos da consciência ou os princípios. De acordo com Chauí, “As teorias éticas procuram sempre enfrentar o duplo problema de necessidade e da contingência, definindo o campo da liberdade possível”. Olhando ainda pelo viés da possibilidade objetiva, “liberdade é a consciência simultânea das circunstâncias existentes e das ações que, suscitadas por tais circunstâncias, nos permitem ultrapassá-las”. No entanto precisamos lembrar que “a liberdade será ética quando o exercício da vontade estiver em harmonia com a direção apontada pela razão”. Ou como diria Sartre (apud Chauí):
Quando julgamos estar sob o poder de forças externas mais poderosas do que nossa vontade, esse julgamento é uma decisão livre, pois outros homens, nas mesmas circunstâncias, não se curvaram nem se resignaram.

Nesta ótica, então, não haveria determinismo nas ações do casal ou da população que poderia não se curvar às forças externas optando por uma decisão livre e consciente. O que nos aproximaria do pensamento de filósofos como Espinosa, Hegel e Marx, que conservaram a ideia aristotélica “de que é livre aquele que age sem ser forçado nem constrangido por nada ou por ninguém e, portanto, age por uma força interna própria”. Chauí ainda afirma que:
Se nascemos numa sociedade que nos ensina certos valores morais – justiça, igualdade, veracidade, generosidade, coragem, amizade, direito à felicidade – e, no entanto, impede a concretização deles porque está organizada e estruturada de modo a impedi-los, o reconhecimento da contradição entre o ideal e a realidade é o primeiro momento da liberdade e da vida ética como recusa da violência. O segundo momento é a busca das brechas pelas quais possa passar o possível, isto é, uma outra sociedade que concretize no real aquilo que a nossa propõe no ideal.
Num pensamento mais definido por Merleau-Ponty, “a vida ética é reciprocidade entre sujeitos”, e neste sentindo, ambos poderiam chegar à conclusão que houve excessos de liberdade em suas ações, esquecendo os valores morais ensinados pela sociedade que vivemos. Concluindo, Nitzsche afirma que “a ação mais alta da vida livre é nosso poder para avaliar os valores”.
Bibliografia
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. Disponível em http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/convite.pdf.
BARCINSKI, André. POVO GOSTA DE ARTE, QUEM GOSTA DE PICHAÇÃO É INTELECTUAL. Disponível em http://entretenimento.r7.com/blogs/andre-barcinski/desculpem-mas-pichacao-nao-e-arte-20140425/, em 25/04/2014.

http://www.videolog.tv/video.php?id=1060052

sábado, 15 de março de 2014

Friedrich Fröbel

O Fundador do Primeiro Jardim de Infância


Nesta primeira postagem vamos falar um pouco sobre o fundador do Kindergarten (1837), o primeiro Jardim de Infância e o primeiro a desenvolver brinquedos didáticos. Para Fröbel, "O homem é uma força autogeradora e não uma esponja que absorve conhecimento do exterior". Entre as suas contribuições para a Pedagogia está o seu entendimento de que "o ser humano é essencialmente dinâmico e produtivo e não meramente receptivo".

"Friedrich Wilhelm August Fröbel (1782 — 1852) foi um importante pedagogo alemão. Seu pai era um pastor protestante. Seus princípios filosófico-teológicos apontam um Fröbel (protestante) com um espírito profundamente religioso que desejava manifestar ao exterior o que lhe acontecia interiormente: sua união com Deus."

"Fröebel afirma em sua obra A educação do homem (1826) que a educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana autoconsciente, com todos os seus poderes funcionando completa e harmoniosamente, em relação à natureza e à sociedade. Além do mais, era o mesmo processo pelo qual a humanidade, como um todo, originariamente se elevara acima do plano animal e continuara a se desenvolver até a sua condição atual."

Gostamos muito da biografia de Friedrich Fröbel. Por isso, vamos tecer comentários sobre a sua importância para a pedagogia.

Fonte consultada:
http://tipografos.net/design/froebel.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Fr%C3%B6bel